Os escorpiões fazem parte do grupo dos artrópodes, ou seja, possuem patas e outros apêndices articulados e existem há cerca de 400 milhões de anos, e somente há 1 milhão de ano que começaram a ter contato com os humanos.

Eles são encontrados em todos os continentes do mundo, exceto na Antártida.  Podem ser encontrados nos Alpes Suíços, nas imensas planícies canadenses, infestam pequenas e grandes cidades, abundam a Floresta Amazônica, escondem-se entre pedras do deserto e por aí vão se espalhando por todo mundo, além de regiões áridas com muitos pedregulhos, que proporcionam esconderijo e proteção.

No Brasil, os escorpiões distribuem-se por quase todo o território nacional, variando as espécies segundo as regiões.

Ao contrário do que muitos pensam, os escorpiões não são insetos e sim pertencem a classe dos aracnídeos e são chamados de escorpionídeos.

Hábitos, curiosidades e particularidades dos escorpiões

Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, ocultando-se durante o dia em locais sombreados e úmidos (sob troncos de árvores, pedras, cupinzeiros, tijolos, cascas de árvores velhas, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros) e não são animais agressivos.

Todos os escorpiões são carnívoros, capturando e matando animais para se alimentar. Entre estes podemos citar: baratas, grilos, cupins, aranhas de porte médio, etc. Têm como inimigos naturais as corujas, gaviões, sapos, algumas espécies de aranha, lagartos, entre outros.
Vivem em média de 2 a 6 anos.

Das 1.500 espécies conhecidas, apenas um pequeno número é perigoso para os seres humanos. A maioria produz uma reação semelhante à da ferroada da abelha, que é muito dolorosa, embora geralmente não ofereça perigo de morte.

Os escorpiões enxergam muito mal, preferem caçar seu alimento a recebê-lo morto, mas possuem uma particularidade importante podem viver um ano sem se alimentar.
Desta forma adaptam-se facilmente a condições adversas e podem sobreviver em esgotos, entulhos, pilhas de madeira, tijolos e telhas, cemitérios, caixas de fiação elétrica, entre outros.

Reprodução

Os escorpiões não põem ovos. São vivíparos e seus filhotes nascem por meio de parto, após uma gestação longa. Entre estes escorpiões, cada ninhada pode ter mais de 20 filhotes, mas outras espécies podem produzir até 90 ou mais filhotes.

Na hora do parto, a fêmea ergue seu corpo do chão distendendo as patas, os filhotes são expelidos pela fenda genital, desembaraçam-se de seus envoltórios e, sem tocar o chão, sobem ‘as costas da mãe onde permanecerão por uma ou duas semanas.

Nessa idade, os filhotes não têm unhas como os adultos, mas sim uma espécie de ventosa em cada pata, o que lhes permite não cair das costas de sua progenitora. Se caírem, serão imediatamente capturados pela mãe que os devora.

O T.serrulatus é partenogênico, isto é, as fêmeas reproduzem-se sem a necessidade de machos. Essa espécie só apresenta espécimes fêmeas, os óvulos transformam-se diretamente em embriões que dão origem a novas fêmeas (processo denominado partenogênese). Já o Tityus bahiensis apresenta os dois sexos.

Todos os escorpiões são venenosos.

Os escorpiões fazem parte do grupo dos animais peçonhentos, ou seja, daqueles, para o ataque ou defesa, desenvolveram habilidades de produzir substâncias química poderosas e dispositiva de inoculação, sendo capazes de gerar diferentes tipos de reação orgânica do animal no qual as injetaram, mas geralmente acompanhadas de muita dor.

Essa é uma especialidade do veneno dos escorpiões composto basicamente por uma neurotoxina que atua nas terminações nervosas periféricas e é capaz de estimular as fibras nervosas pós-ganglionares dos sistemas simpático e parassimpático.

Todas as espécies de escorpião podem inocular veneno pelo ferrão, sendo considerados animais peçonhentos.

A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado, devendo ser avaliada pelo médico, o qual tomará as decisões sobre o tratamento a ser ministrado.

Os acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho, em residências. No período das chuvas, quando o calor aumenta, estes animais são mais comuns e ficam mais ativos.

Sintomas

A maior parte dos sintomas que surgem na pessoa picada por um escorpião, é decorrente da liberação de mediadores químicos na corrente sanguínea, como a acetilcolina, adrenalina e a noradrenalina.

Aliás, a toxicidade do veneno está relacionada com a espécie do escorpião envolvido no acidente, sendo os casos mais graves no Brasil, ocasionados pelo escorpião amarelo (T. serrulatus). Sintomas da ferroada são uma dor no local é intensa. O tratamento é sintomático feito por infiltração de anestésicos, tipo xilocaína.

Espécies

No Brasil, estas três espécies se destacam por serem um problema de saúde pública: o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), o escorpião marrom ou preto (Tityus bahiensis) e o Tityus stigmurus.

 Ações preventivas

Devem-se adotar as seguintes medidas:

  • Rebocar paredes e muros para que não apresentem vãos e frestas;
  • Vedar soleiras de portas;
  • Usar telas em ralos do chão, pias e tanques;
  • Acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento aos escorpiões;
  • Manter berços e camas afastados das paredes;
  • Manter limpo os jardins, quintais e arredores, aparando a vegetação com frequência;
  • Limpar periodicamente terrenos baldios dos arredores;
  • Não acumular lixo de varredura: folhas secas, gravetos e cascalhos.
  • Vedar frestas em portas, janelas e muros, impedindo a entrada de escorpiões, principalmente ao anoitecer;
  • Evitar instalação de baratas, cuja presença atrai escorpiões;
  • Examinar roupas e calçados e antes de usá-los, principalmente quando tenham ficado expostos ou espalhados pelo chão;
  • O hábito de ciscar das galinhas permite descobrir os abrigos de escorpiões;
  • Use luvas sempre que for manusear algum local de suspeita de abrigo de escorpiões para se evitar acidentes.

Combate e controle dos escorpiões

Uma das formas mais eficientes de combater o escorpião é através do uso de produtos químicos com ausência de repelência e de longo período residual no ambiente, eliminando de maneira eficaz esses animais.

Mas, para que se alcance o resultado desejado, é fundamental que se adote um programa de controle integrado, envolvendo outras medidas além do produto químico.

Deve ser estabelecida a aplicação de produtos em frestas e nos demais locais que possam servir de abrigo aos escorpiões, bem como a aplicação de produto em uma faixa de proteção de no mínimo um metro de largura, ao redor dos locais infestados e das instalações.

Mas a melhor indicação, é procurar uma empresa especializada que irá prestar toda assistência e também orientar e fazer o controle correto desta praga.

Se quiser saber mais sobre esse assunto, entre em contato com a CONTROLPEST e solicite a visita de nossos técnicos em sua casa, empresa, propriedade rural ou condomínio

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